Regras de Ouro para Adotar um Animal

Seja ele comprado, adotado de alguma ONG, recolhido da rua ou presenteado por alguém próximo, é preciso seguir algumas regras de ouro antes de incorporar um animal de estimação a sua família.

  1. Todos os membros da família têm que concordar, ou pelo menos os seus chefes tem que estar 100% de acordo com a incorporação de um animal a suas vidas.
  2. Estar claramente definida de quem será a responsabilidade pelo zelo e pela saúde do novo membro da família, incluindo banhos e passeios quando cabíveis.
  3. Todos sem exceção devem estar informados de que esse é um compromisso para muitos anos e que não deverá ser desfeito por caprichos, que poderão causar danos severos ao animal em caso de abandono.
  4. Estar claramente definidos os limites e o acesso do animal as dependências da residência.
  5. Todos devem estar alertados de que se trata de um ser vivo e não de um brinquedo, especialmente no caso das crianças.

Todas parecem ser regras óbvias, mas quem lida com animais abandonados sabe bem ao que nos referimos como regras de ouro.

Como se dá o abandono?

Passados alguns anos, as crianças crescem e saem de casa ou desenvolvem outros interesses na vida, os pais e o próprio animal envelhecem e começa um lento abandono dentro do próprio lar.

O animal fica confinado em um pequeno espaço sem cuidados adequados, sem carinho e sem conforto sem ter nenhuma culpa, nem quem interceda por ele.

Desculpas do tipo, vamos mudar e não temos mais espaço para o animal ou no novo local aonde vamos morar não aceitam animais, ouvimos com frequência de pessoas que querem abandonar seus animais nos entregando para adoção animais idosos que serão bruscamente separados de suas famílias e dos ambientes que lhes são familiares.

Posso entregar ao Gapa?

Nem é necessário dizer que nos recusamos terminantemente a aceitar qualquer argumentação nesse sentido, que nos levasse a colocar o animal abandonado sob nossa guarda.

É preciso levar em consideração que o animal que viveu sua vida inteira dedicando-se a uma família, na sua velhice não terá condições de se readaptar a novos modos de vida, assim como nos humanos, temos extrema dificuldade de efetuar súbitas mudanças quando já passados dos 60/70 anos.

De toda forma não queremos desestimular ninguém a incorporar um animal de estimação como parte de sua família, mas apenas alertamos que essa é uma decisão que deve ser bem discutida e acertada entre todos.

 

Autor: Carlos Fernando C. Motta
Escrito em: Agosto/2015